Pois bem, ao término da temporada, oito etapas depois da lambança - que parece fazer parte da tradição ferrarista - , os comandados de Luca di Montezemolo não têm absolutamente nada a comemorar. No Mundial de Pilotos, vice com Alonso. No Mundial de construtores, terceira posição, atrás da campeã Red Bull e da McLaren.
Esses resultados mostram uma temporada equilibrada e justa. Justa para quem, antes dos interesses 'particulares', priorizou o esporte. A esportividade. O torcedor. Palmas, neste quesito, para a Red Bull. Campeã de tudo, desde o início deixou que Sebastian Vettel (campeão é queridinho do time, inegavelmente) e Mark Webber brigassem dentro da pista. Quando algo de 'estranho' aconteceu, como no GP da Inglaterra, quando deram uma asa dianteira diferente para o alemão, o australiano foi lá, venceu e mandou o recado: "nada mal para um segundo piloto!"
Essa disputa aberta, sem beneficiar este ou aquele, colou em um certo ponto da temporada o campeonato de ambos os pilotos em risco. O melhor carro, insicutivelmente, poderia não ser campeão ameaçado por Alonso e toda a equipe Ferrari que, depois da primeira metade do campeonato passou a trabalhar apenas para o espanhol. Vettel e Webber andaram se encontrando na pista, como no GP da Turquia.
Mas entrou em cena um tal de
A McLaren também deixou que Lewis Hamilton e Jenson Button brigassem dentro da pista, não privilegiando este ou aquele, como fez no final dos anos 1980 entre Ayrton Senna e Alain Prost. Quando a escuderia inglesa optou por favorecer um piloto em detrimento do outro, como em 2007, quando deu tudo a Hamilton e nada a Alonso, o campeão foi Kimi Raikkonen, da Ferrari - que naquela temporada fez um jogo de equipe menos, digamos, 'injusto'.
Muitas vezes o esporte é injusto. Nem sempre o melhor vence - pelo menos na Fórmula 1 é assim. Mas desta vez, na temporada de 2010, o esporte premiou quem deveria premiar. Colocou na história quem merecia entrar. Desta vez, os deuses do esporte disseram "não" ao jogo de equipe...
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