terça-feira, 30 de novembro de 2010

Site vende relíquias do automobilismo - muito legal!

Marcelo Monegato

Olha que legal. Navegando na internet encontrei um site que comercializa coisas de automobilismo. Relíquias como capacetes de pilotos consagrados como Emerson Fittipaldi, Valentino Rossi, Michael Schumacher e, é claro, Ayrton Senna. O site é o The Memorabilia Experience e os preço, como não poderia ser diferente, são salgadíssimos. Vejam, aproveitem e, quem tiver um bom dinheiro, não pense duas vezes em comprar...

Ferrari espera mais de Massa; Massa espera apenas 'respeito' da Ferrari

Marcelo Monegato

"Espero muito de Felipe no próximo ano. Estou certo de que ele vai voltar a ser o cara que vimos em 2008", disse o presidente da Ferrari, Luca di Monetezemolo, em entrevista publicada nesta segunda-feira nos principais sites de automobilismo. A frase, se viesse de qualquer outro dirigente de qualquer outra equipe, como Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, ou Mark Whitmarsh, da McLaren, eu nterpretaria essas palavras como uma injeção de estimulo, com alta dose de cobrança. Mas vindo de quem veio, encaro apenas como ironia.

É complicado, senhor Montezemolo - homem que tem muito poder não apenas na Ferrari, mas em todo o Grupo Fiat e também na Itália - , cobrar desempenho de quem, quando está bem, tem que abrir mão do que conquistou para beneficiar outro. Você, 'homem-forte' de Maranello, acabou com qualquer esperança de Massa ao compactuar, e provavelmente ser o responsável direto, com a ordem de equipe que determinou com o brasileiro desse passagem para o companheiro Fernando Alonso no GP da Alemanha, quando era líder absoluto da prova.

Montezemolo "espera mais" de Felipe para 2011. E o que ele, Felipe, espera da Ferrari? Acho que no mínimo justiça. Justiça em não mandar nenhuma ordem dos boxes para que ele deixe esse ou aquele passar. Outra coisa que o brasileiro poderia esperar dos dirigentes dos míticos carrinhos vermelhos é palavra. Afinal, o discurso é sempre de condições iguais para os dois pilotos - algo que, na prática, não existe, pois os carros podem até ser iguais, mas o tratamento e o respeito lá dentro não são.

Concordo com Montezemolo que Felipe não fez uma boa temporada. Foi o pior, definitivamente, entre os seis pilotos das três grandes escuderias - Ferrari, McLaren e Red Bull. No entanto, teve podado pela mão-de-ferro ferrarista o direito de reação no GP da Alemanha. Naquela corrida ficou claro para mim, para o Brasil, para o mundo e, principalmente, para o próprio Massa, que ele jamais teria condições de por forças próprias brigar pelo campeonato, afinal, sempre que estivesse à frente do espanhol seria obrigado a deixá-lo passar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Gran Turismo 5 chega ao Brasil no dia 07 de dezembro

Divulgação

Os fãs de velocidade já podem comemorar. A data de lançamento oficial do game mais aguardado do ano, o Gran Turismo 5 (GT5), foi definida. A partir de 07 de dezembro os brasileiros poderão acelerar e viver a mais completa e realista experiência de corrida com uma coleção de carros sem precedentes, praticamente todos os estilos imagináveis de corrida e com qualidade gráfica de última geração.

É possível customizar, utilizar e adaptar mais de 1.000 carros em detalhes, incluindo modelos de rally, kart e da categoria Nascar americana. Esta versão do game traz mais de 20 pistas, 70 layouts e a possibilidade de criação de pistas personalizadas. Ainda é possível correr com amigos ou trocar informações por meio do novo lounge disponível no jogo.

O novo game GT5 contará com capa e manual em Português e estará disponível nas melhores lojas do varejo, nas lojas Sony Style e no www.sonystyle.com.br pelo preço sugerido de R$ 199,00.

Um pouco de Emerson Fittipaldi

Marcelo Monegato

Emerson Fittipaldi dispensa apresentações e merece todos os elogios. Definitivamente um dos maiores pilotos do Brasil de todos os tempos, na minha opinião é também um dos grandes caras do automobilismo mundial. Não somente pelos títulos na Fórmula 1 e Fórmula Indy, ou os triunfos nas 500 Milhas de Indianápolis, mas por ser uma pessoa envolvida e preocupada com o esporte a motor em todo o mundo. Carismático, atende a todos! Excelente entrevistado.

Para este post resolvi trazer a entrevista que o jornalista Wagner Oliveira, meu companheiro aqui no caderno de Automóveis do Diário do Grande ABC, fez com o 'mito' das pistas, mostrando um lado diferente do campeão. Ou melhor, do bicampeão. Por exemplo: vocês sabiam que ele tem uma forte ligação com o Grande ABC? Especialmente com Santo André? Pois é...

Aproveitem!

A força do campeão nos negócios


Wagner Oliveira

As 64 anos, o empresário Emerson Fittipaldi esbanja vitalidade física e mental. Só que agora a energia que empregava nas pistas é canalizada para os negócios. Nome consagrado do automobilismo mundial, o ex-piloto tem agenda recheada de compromissos aqui e no Exterior em várias atividades empresariais - ligadas ou não à indústria automobilística.

Em outubro, por exemplo, Fittipaldi organizou o Salão da Motocicleta em parceria com sócios brasileiros. Menos de 20 dias depois, voltou ao Anhembi durante o Salão do Automóvel para apresentar versão do sedã Chevrolet Omega que leva o seu sobrenome.

Fittipaldi colhe até hoje os benefícios da carreira promissora na F-1 e na Indy. Qualquer participação dele ganha repercussão na mídia, como o passeio que ele fez na Marginal do Pinheiros com a Lotus com a qual foi campeão mundial em 1972.

"Busco aproveitar todas as oportunidades com rigor profissional", disse o bicampeão com exclusividade ao ‘Diário''. "Como nas pistas, a vida está sempre nos impondo desafios."

Seja no Brasil, nos Estados Unidos, Europa ou Ásia, Fittipaldi ainda é um nome muito forte. Sempre é lembrado na F-1 para eventos em vários GPs.

Curiosamente, o campeão tem forte ligação com o Grande ABC. Foi em Santo André que o avô paterno dele se estabeleceu quando veio da Itália. "Meu pai nasceu em Santo André, cidade com a qual tenho forte ligação sentimental. Lembro-me de passagens da infância na cidade. O predomínio das montadoras também fez aumentar o elo afetivo e profissional com a região."

Ao mencionar a indústria automobilística, Emerson considera um erro o fato de o Brasil não ter construído uma marca nacional de automóveis, como faz em aviões com a Embraer.

O ex-piloto disse que nunca deixou de acreditar no potencial da indústria local. Tanto que teve sua própria equipe na F-1, patrocinada pela Copersucar e com parte da tecnologia desenvolvida por profissionais brasileiros.

"Não dá para entender como nós não construímos uma montadora nacional. Nós tínhamos tudo para ter marca brasileira, que pudesse disputar mercados no Exterior, criando oportunidade de empregos para profissionais brasileiros tanto aqui no País quanto fora."

Emerson disse que o atual crescimento do mercado automobilístico cria oportunidades. Por isso, seu nome é tão lembrado em negócios dentro do setor.

Vem daí a a oportunidade de negócios com o Salão da Motocicleta. "Talvez muita gente nem saiba, mas minhas primeiras provas em Interlagos foram correndo de moto. Participei de competições dos 14 aos 16 anos. Só depois é que fui para os carros."

Concorrendo com o Salão Duas Rodas, do qual todas as montadoras participam, o evento organizado por Emerson Fittipaldi ainda não conquistou a simpatia dos fabricantes. "Mas eles vão vir porque o público vem comparecendo", disse. "Mesmo que os representantes da indústria ainda não estejam presentes, os principais produtos estão expostos, já que os concessionários aproveitam a feira para fazer negócios", disse. "Isso é que é importante, pois movimentamos público e negócios."

Segundo Fittipaldi, o evento atraiu mais de 50 expositores - 15 deles chineses - e o público foi superior a 100 mil visitantes em cinco dias do evento no Anhembi. "Geramos R$ 50 milhões em negócios em toda a cadeia das duas rodas", disse.

Além dos negócios, Fittipaldi disse que a grande emoção que sentiu neste ano também veio das pistas. Seu neto de 14 anos, Pietro Fittipaldi, estreou na Nascar, nos Estados Unidos. "Fiquei muito mais nervoso do que quando me sentei pela primeira vez num carro para competir", afirmou.

Emerson disse que passou ao neto um conselho da avó. "Quando sentia medo, em momentos difíceis de uma corrida, ou num acidente, eu sempre rezava. Aprendi isto com minha avó e passei para o meu neto", disse.

O ex-piloto diz que Pietro, criado nos Estados Unidos, vai herdar da cultura norte-americana valores de competitividade diferentes dos que ele aprendeu na cultura latina. "Os norte-americanos não têm aquela inveja ou desejo de aniquilação do adversário. Lá, há um respeito pelo outro."

Fittipaldi disse acreditar que o Brasil ainda continuará formando bons pilotos em diversas categorias do automobilismo, inclusive na de Fórmula 1.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Depoimento sobre o filme 'Senna', por Thiago Oliveira

Thiago Oliveira

Na última sexta-feira fui ao cinema assistir o tão sonhado e esperado filme "Senna". Sou um fã incondicional de Ayrton Senna, um exemplo de brasileiro que vestia a camisa do nosso País e nos dava alegrias de domingo a domingo. O filme conta da sua história desde o kart até suas passagens vitoriosas pelas Fórmulas Ford, 3000 Inglesa, até sua chegada à Formula 1 e fazer uma carreira ‘sensacional’.

Eu tenho 26 anos e tive a oportunidade de acordar durante a madrugas para ver as vitórias e mais vitórias de um piloto que fazia a diferença dentro da pista, mesmo com o um carro inferior. Ví corridas inesquecíveis como GP do Japão de 1988, que logo na largada seu carro ficou no grid ‘engasopado’, caiu para a 16ª posição e mesmo assim conseguiu vencer.

O GP do Brasil de 1991 que conseguiu vencer a corrida com apenas a 6ª marcha e depois de cruzar a linha de chegada ele gritava intensamente aos prantos que tinha conseguido ganhar o GP Brasil. E sem contar que Ayrton era o ‘Príncipe de Mônaco’ com seis vitórias.

Para quem não assistiu o filme ainda vá e levem seus filhos também, pois Ayrton Senna não era apenas um piloto ‘sensacional’ e que andava no limite, mas sim uma pessoa que tinha a luta, a determinação e a garra no seu sangue e que para ele é ser o 1º ou ser o 1º. Cada dia que passa penso: “será que teremos um piloto que terá 1/3 do que Ayrton tinhas nas veias? Sua velocidade e a genialidade?”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bonequinho de Fernando Alonso 'cagando' (sensacional!)


Marcelo Monegato

Na Catalunha existe uns bonequinhos chamados 'Caganers', que ilustram pessoas famosas defecando. Eles são tradicionais na época do Natal representam fertilidade, prosperidade e esperança. Bom, Fernando Alonso, vice-campeão de Fórmula 1, é um dos homenageados...

Bom recomeço para Ferrari, Pirelli e Massa...

A Ferrari dominou os dois dias de testes coletivos - últimos de 2010 - em Abu Dhabi com Felipe Massa e Fernando Alonso. A principal atração foi a Pirelli, que volta à Fórmula 1 após longo período de ausência para substituir a Bridgestone como fornecedora de pneus oficial da categoria.

A boa notícia para os brasileiros, no entanto, fica por conta de Massa. Ele, que enfrentou gravíssimos problemas de temperatura com seus pneus Bridgestone na temporada, foi o mais rápido na sexta-feira e cravou o melhor tempo se somados os dois dias - quatro décimos (0s4) mais veloz, por exemplo, que Alonso, o mais rápido do sábado.

O campeão Mundial Sebastian Vettel testou sexta e sábado pela Red Bull - Webber tinha compromissos na Austrália, por isso não treinou - , mostrando bom desempenho. Assim como a Williams, de Rubens Barrichello, que assim como o alemãozinho treinou os dois dias, sendo o terceiro mais veloz no sábado, atrás apenas sete décimos (0s7) de Alonso.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Jean Todt, o senhor é um 'fanfarrão'

Marcelo Monegato

A falsidade, infelizmente, se faz presente em muitas áreas – para não dizer em todas. Digamos que, na Fórmula 1, ela é obrigação entre os poderosos. Não tem um ‘ali’ de terno que não apele constante mente para discursos que não dá para acreditar. Não é possível crer. Um desses atende pelo nome de Jean Todt e ocupa simplesmente o cargo máximo do automobilismo Mundial: é presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Pois bem. Nesta quinta-feira, em entrevista a um jornal italiano, o ‘pequeno francês’ declarou que se “arrepende” de ter ordenado que Rubens Barrichello desse passagem a Michael Schumacher no GP da Áustria de 2002, época em que era diretor esportivo (manca-chuva) da Ferrari. “Eu me arrependo porque, olhando para o passado, vejo que poderia ter sido evitado, porque Schumacher acabou vencendo o campeonato. Mas eu me arrependeria ainda mais se eu tivesse perdido o título por dois pontos”, disse Todt, lembrando que naquele ano Schumacher foi campeão com 144 pontos e Barrichello foi vice, com 67.

Eu não acredito neste tipo de discurso. ‘Mea culpa’ oito anos depois no posto de presidente da FIA soa, para mim, como pura falsidade. Pode arrancar elogios de alguns, que acreditam que ele está realmente arrependido. A mim nenhuma ‘vírgula’ convence. Se pudesse voltar no tempo, tenho certeza absoluta que Jean Todt faria a mesma coisa. E vamos deixar claro uma coisa. Foi este tipo de postura, relegando a esportividade a um segundo plano em detrimento de interesses ‘ferraristas-schumaquianos’, que o levaram à Presidência da FIA.

Para o francês, os fins justificam os meios. Não podemos esquecer, por exemplo, que ele não se intrometeu na polêmica do GP da Alemanha deste ano, quando a Ferrari – sempre ela – ordenou que Felipe Massa, então líder absoluto, desse passagem a Fernando Alonso que não conseguia ultrapassa-lo na pista. Lembremos que a escuderia de Maranello levou uma multinha básica para amansar um pouco a imprensa, mas quando sentou no banco dos réus saiu absolvida, sem que os pilotos ou mesmo ela perdessem os pontos. Jean Todt se calou...

RUBENS BARRICHELLO – Nesta mesma entrevista, o presidente da FIA arrumou um jeito de dividir a culpa de um dos maiores escândalos da F1 – acho que só perde mesmo para o GP de Cingapura que envolveu Renault, Flávio Briatore, Nelsinho Piquet e Fernando Alonso (olha o espanhol ai metido em mais uma bafafá) – com Rubens Barrichello. De acordo com ele, o brasileiro não deveria ter dado passagem para Schumacher faltando poucos centímetros para a linha de chegada.

“Eu não deveria ter dito nada. Acertamos antes: ‘Se você está na frente após o pit-stop, você tem de deixar Schumacher passar, sem criar confusão.’ Na verdade, um piloto é pago para aceitar certas decisões. Em vez disso, ele ficou na frente. Chamei-o umas cinquenta vezes, bem claro. Ele abriu na última curva, o público vaiou, Schumacher cedeu o primeiro lugar na cerimônia do pódio e a Ferrari foi multada pela violação do acordo em US$ 500 mil”, disse Todt.

Na real, Jean Todt, naquele dia vaias foram pouco para você, para a Ferrari, Schumacher e Barrichello. Muito pouco mesmo...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

E não é que o 'chilique' de Alonso serviu para alguma coisa!

Marcelo Monegato

O 'chilique' de Fernando Alonso com Vitaly Petrov após o GP de Abu Dhabi, no último domingo, pelo menos serviu para alguma coisa positiva. De acordo com o chefe da Renault, Eric Boullier, a excelente atuação do russo segurando o espanhol durante quase toda a prova fez com que o piloto de 26 anos voltasse a ter chances de renovar com a escuderia francesa para a temporada 2011 de Fórmula 1.

"O desempenho dele em Abu Dhabi será um ponto positivo na nossa avaliação", disse Boullier, deixando claro que a análise não deve ficar restrita apenas uma corrida. "Ainda há algo a melhorar, mas eu vou ser muito franco com ele. Mas há mais coisas positivas do que negativas sobre ele", completou o chefão.

Petrov, para mim, é um piloto com certo talento. Tem arrojo, algo que particularmente valorizo muito. No entanto, como estreante, acredito que não tenha feito um 'péssimo' campeonato. Também não fez nada de espetacular (bateu muito), além, é claro, de segurar o Alonso, o 'mimado', em Abu Dhabi e dar o título a Sebastian Vettel, da Red Bull. Mas acho, sim, que ele merece uma nova oportunidade na F1. Caso não seja pela Renault, que seja por outra equipe.

E quem diria que o 'chilique' de Alonso poderia ser a melhor propaganda para Petrov manter vivo o sonho de seguir na F1 em 2011...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Podem me criticar, mas vou torcer por Barrichello em 2011

Marcelo Monegato

Vou ser sincero. Fiquei muito feliz com a confirmação de que Rubens Barrichello renovou com a Wiiliams por mais uma temporada. Devo admitir que sempre o critiquei, principalmente na época da Ferrari. Eu, fã de Ayrton Senna, não estava acostumado a ter o piloto pelo qual torcia na posição de segundo piloto declarado. Poucas coisas no esporte me ofenderam mais do que aquele fatídico GP da Áustria, quando ele, Barrichello, teve que deixar Michael Schumacher passar.

A temporada de 2009 foi muito legal para Barrichello e para nós brasileiros. Na Brawn, quando todos davam o título como certo para Jenson Button, o brasileiro meio que renasceu das cinzas deu um aperto no britânico, que no final das contas acabou campeão do Mundo. Mas foi bacana, muito bacana, ver o Rubinho de volta ao posto mais alto do pódio, chorando (é um chorão) e dando aquela ‘sambadinha’ mas que ridículo – porém engraçada!

Este ano, Barrichello voltou a fazer um grande campeonato. Não tinha um carro vencedor nas mãos, mas por diversas vezes incomodou de leve as grandes – sem contar que andou muitas vezes à frente dos ‘bólidos’ da Mercedes e da Renault. Reconheço que faltou um pódio em 2010, mas a quarta posição no GP da Europa valeu como um...

2011, mais adaptado à Williams e diretamente envolvido com o desenvolvimento do próximo carro da escuderia inglesa, acredito que Rubens Barrichello possa fazer algo melhor que neste ano. Não estou falando que ele poderá ser campeão Mundial. Acho muito. Mas, quem sabe, por uma obra do destino, ele volte a vencer e fazer a festa dos brasileiros. Barrichello, o Highlander da F1, definitivamente está no meu ‘Hall da Fama’ e vou torcer por ele mais uma temporada...

MALDONADO OU HULKENBERG? – A Wiiliams vive um dilema daqueles. Quem será o segundo piloto para o próximo ano? O talentoso, promissor e sem dinheiro Nico Hulkenberg, ou o talvez nem tanto talentoso, mas endinheirado, Pastor Maldonado? Posição difícil a de Frank Williams. Pensando exclusivamente no automobilismo dentro da pista, eu escolheria Hulkenberg sem sombra de dúvidas. Pensando nas contas milionárias que tenho a pagar para voltar, quem sabe, a ser uma equipe grande novamente, a solução é Maldonado. A melhor saída: Hulkenberg arrumar alguns milhões de euros com um excelente patrocinador.

Esportividade vence na Fórmula 1

O esporte muitas vezes escreve certo por linhas tortas. A Ferrari foi a única equipe a escancarar o polêmico jogo de equipe - digo polêmico pois alguns apoiam, outros condenam. Isso, como todos nós lembramos, aconteceu no GP da Alemanha, 11ª etapa do Mundial de Fórmula 1, quando os 'poderosos' de Maranello determinaram que Felipe Massa, então líder absoluto da prova, deveria dar passagem ao companheiro Fernando Alonso.

Pois bem, ao término da temporada, oito etapas depois da lambança - que parece fazer parte da tradição ferrarista - , os comandados de Luca di Montezemolo não têm absolutamente nada a comemorar. No Mundial de Pilotos, vice com Alonso. No Mundial de construtores, terceira posição, atrás da campeã Red Bull e da McLaren.

Esses resultados mostram uma temporada equilibrada e justa. Justa para quem, antes dos interesses 'particulares', priorizou o esporte. A esportividade. O torcedor. Palmas, neste quesito, para a Red Bull. Campeã de tudo, desde o início deixou que Sebastian Vettel (campeão é queridinho do time, inegavelmente) e Mark Webber brigassem dentro da pista. Quando algo de 'estranho' aconteceu, como no GP da Inglaterra, quando deram uma asa dianteira diferente para o alemão, o australiano foi lá, venceu e mandou o recado: "nada mal para um segundo piloto!"

Essa disputa aberta, sem beneficiar este ou aquele, colou em um certo ponto da temporada o campeonato de ambos os pilotos em risco. O melhor carro, insicutivelmente, poderia não ser campeão ameaçado por Alonso e toda a equipe Ferrari que, depois da primeira metade do campeonato passou a trabalhar apenas para o espanhol. Vettel e Webber andaram se encontrando na pista, como no GP da Turquia.

Mas entrou em cena um tal de Dietrich Mateschitz, dono da Red Bull, que, admirador do esporte - incrível como essa marca de bebida energética patrocina esportes, esportistas e equipes pelo mundo - , não permitiu que fosse feito jogo de equipe. Entre os pilotos da equipe austríaca, a história do Mundial de Pilotos da Fórmula 1 seria definida no asfalto. E foi! Meus parabéns ao comando da Red Bull que, apesar de nova, tem muito a ensinar a algunas escuderias experientes - né, Ferrari!

A McLaren também deixou que Lewis Hamilton e Jenson Button brigassem dentro da pista, não privilegiando este ou aquele, como fez no final dos anos 1980 entre Ayrton Senna e Alain Prost. Quando a escuderia inglesa optou por favorecer um piloto em detrimento do outro, como em 2007, quando deu tudo a Hamilton e nada a Alonso, o campeão foi Kimi Raikkonen, da Ferrari - que naquela temporada fez um jogo de equipe menos, digamos, 'injusto'.

Muitas vezes o esporte é injusto. Nem sempre o melhor vence - pelo menos na Fórmula 1 é assim. Mas desta vez, na temporada de 2010, o esporte premiou quem deveria premiar. Colocou na história quem merecia entrar. Desta vez, os deuses do esporte disseram "não" ao jogo de equipe...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fernando Alonso é ‘moleque mimado’!

Marcelo Monegato

Sebastian Vettel, aos 23 anos, 4 meses e 8 dias, tornou-se neste domingo o mais jovem campeão da Fórmula 1. O alemão mostrou poder de recuperação, após ter aprontado poucas e boas lambanças durante a temporada, revelando certa imaturidade – natural para um piloto da sua idade, porém, ao mesmo tempo, inadmissível para alguém com tamanho talento. Parabéns! O título está em boas mãos...

Apesar da juventude de Vettel, o prêmio ‘Moleque Mimado’ de 2010 vai para Fernando Alonso. O comportamento do ‘prodígio’ das Astúrias, após o resultado final da prova de Abu Dhabi, foi digno dos piores perdedores da história. Preso durante quase toda a prova atrás do estreante Vitaly Petrov, da Renault, Alonso foi tirar satisfações com o russo, que, diga-se de passagem, fez sua melhor corrida em um ano bastante ‘acidentado’ para ele.

Mas o espanhol sempre foi assim. Nunca assumiu a responsabilidade por seus erros e fracassos. É talentoso? Sim! Muito. Definitivamente o melhor piloto da Fórmula 1 da atualidade, na minha modesta opinião. Porém, sempre foi protegidinho. Em épocas passadas, seu escudo era Flávio Briatore – ‘tranqueira’ de dirigente que, não por acaso, foi ‘banido’. Ou alguém viu Alonso sentar no banco dos réus ao lado de Briatore e Nelsinho Piquet no fatídico e vergonhoso ‘Escândalo de Cingapura’?

Agora foi a vez de crucificar Petrov, um novato que sequer tem lugar garantido para a próxima temporada e que teve, em Abu Dhabi, um lampejo de talento digno de um piloto que merece segunda chance.

E a tendência é que Alonso continue avesso à responsabilidade. Após perder o título, a Ferrari tratou de assumir a culpa pelo fracasso do espanhol. Disse que não fez um trabalho à altura do bicampeão. Luca di Montezemolo, presidente da escuderia, rasgou elogios ao ‘queridinho’ e deixou claro que ele será o homem de 2011 em Maranello.

Montezemolo teve a cara-de-pau de criticar Felipe Massa. O brasileiro realmente não fez uma grande temporada, principalmente após ter ‘caçado’ seu direito de brigar por vitórias e pelo ‘caneco’ no GP da Alemanha, quando teve que obedecer uma ordem de equipe e abrir para Alonso vencer e ressurgir no campeonato. Alonso tem muito a agradecer a Massa, pois foi o brasileiro quem o colocou novamente na briga pelo título Mundial.

Alonso é excelente piloto. Fantástico. Espetacular. Mas faltou caráter no momento em que um campeão mostra que é realmente campeão na essência: o momento da derrota. Alonso foi ‘Moleque Mimado’. Tem muito a aprender. Mais como homem. Menos como piloto talentoso que é!

domingo, 14 de novembro de 2010

Balanço da temporada 2010

Por Thiago Oliveira

Na minha opinião, primeiramente parabéns a Sebastian Vettel pela conquista de seu primeiro Mundial de Pilotos da Fórmula 1. Fez sua corrida, por sinal perfeita, e as coisas foram acontecendo naturalmente com seus adversários – Fernando Alonso caiu logo nas primeiras voltas para a quinta posição e Mark Webber, para sexto.

Também congratulo a Red Bull e a Renault por terem um carro "consistente" para os seus dois pilotos.

Já a Ferrari teve um final de semana para esquecer. Para ser campeão mundial, como diria nosso grande Ayrton Senna, "você também tem que ter sorte de campeão”. E Fernando Alonso, desta vez, não teve. Pior. Foi discutir depois da bandeirada com Vitaly Petrov (Renault) por não ter deixado ele passar. Só que Alonso não entende que corrida se ganha na pista, e ele não ganhou a posição de Petrov na pista

E com menos sorte que Alonso foi Felipe Massa, que, em minha opinião, a Ferrari errou na estratégia escolhida para ele.

Em relação às Mercedes, Nico Rosberg, sensacional, bateu Michael Shumacher durante toda a temporada e não foi diferente em Abu Dhabi, com sua quarta posição.

As Williams fizeram o que podiam. Porém, acredito que a estratégia poderia ser ficar mais tempo na pista, deixando para fazer o pit stop mais para o final, como Robert Kubica, quinto colocado.

As novatas Virgin, Hispania e Lotus fizeram de acordo com as condições dos carros. Esperamos que para o próximo ano seja melhor para Bruno Senna fechar com uma equipe mediana e Lucas Di Grassi tenha uma carro mais competitivo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ferrari, um capitulo 'especial' na história do Brasil na F1

A Ferrari é um capítulo 'especial' na história dos pilotos brasileiros da Fórmula 1. Enquanto alguns idolatram a escuderia mais tradicional da categoria, outros, no entanto, não têm muito o que comemorar.

Emerson Fittipaldi, em entrevista coletiva ontem (terça-feira), declarou que uma das suas frustrações como piloto foi não ter corrido pela Ferrari, equipe que o convidou por duas oportunidades. Ayrton Senna também nunca escondeu sua admiração pela escuderia de Maranello e sua fanática torcida que, mais importante que um piloto italiano vencer, é um dos carros vermelhos estar no lugar mais alto do pódio.

Na última década, no entanto, aqueles que por lá passaram não têm tantas boas lembranças. A começar por Rubens Barrichello, que, apesar de ter conquistado algumas vitórias, deixou o time extremamente magoado com a forma como foi tratado, o relegado a segundo piloto e fiel escudeiro de Michael Schumacher - esse sim apenas com bons lembranças.

Agora, em 2010, foi a vez de Felipe Massa sofrer com a filosofia Ferrari. No GP da Alemanha, liderando de forma categórica e inquestionável, foi obrigado a dar passagem a Fernando Alonso, seu companheiro de equipe e hoje líder do Mundial com grandes chances de ser tricampeão. Depois desta corrida, quando o brasileiro ainda tinha chances de brigar pelo título - principalmente se vencesse aquele GP - , Massa apagou. Não foi nem sobra do Felipe pelo qual os brasileiros torcem. Magoado com a equipe? Provavelmente!

Ferrari é isso! Enquanto desperta a fascinação naqueles que nunca por lá pisaram, magoa alguns que se vestem de vermelho para defender sua honra. Mas uma coisa é clara desde sempre: o que importa é a Ferrari, o resto é só o resto! E vida longa ao 'cavalinho rampante' que leva alguns para galopar nos campos da glória e em outros dá um coice que marca pelo resto da vida...

Massa é "herói local com algo a provar", diz Fórmula 1


Marcelo Monegato

Faltando poucos dias para o GP Brasil, o site oficial da Fórmula 1 publicou nesta quarta-feira um artigo no qual classifica Felipe Massa como um "herói local com algo a provar". De acordo com o portal, a fraca temporada do brasileiro misturada com a polêmica ordem de equipe no GP da Alemanha colocaram a desconfiança na cabeça do torcedor 'tupiniquim'.

"Não foi apenas o seu desempenho relativamente fraco que comprometeu o apoio de seus conterrâneos. O fiasco das ordens de equipe no GP da Alemanha prejudicou também, e fez Massa ser publicamente atacado pela imprensa brasileira", analisa a F1. "Não foi apenas o seu desempenho relativamente fraco que comprometeu o apoio de seus conterrâneos. O fiasco das ordens de equipe no GP da Alemanha prejudicou também, e fez Massa ser publicamente atacado pela imprensa brasileira", completa.

O site lembra que em 2009, quando deu a bandeirada no GP Brasil após recuperar-se de grave acidente sofrido na Hungria daquele mesmo ano, a torcida mostrou afeto pelo piloto que praticamente renasceu. "Em 2009, foi muito diferente. Sua determinação ganhou corações além das fronteiras de sua nação, e havia esperança de que Massa daria a volta por cima nesta temporada", analisa o artigo da F1, que fecha com uma mensagem otimista sobre Massa. "A julgar pelo seu retorno após o acidente, está claro que força de vontade é algo que Massa tem entre suas armas. Espera-se que ele volte com mais equilíbrio no próximo ano, se não antes."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Massa admite "ano não positivo"

Único piloto das três grandes equipes - McLaren, Red Bull e Ferrari - já sem chances de brigar pelo título. Exatos 88 pontos atrás do companheiro de equipe, que também é líder do campeonato. Nenhuma vitória na temporada. Sem ter nada o que comemorar às vésperas do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, o piloto Felipe Massa, da Ferrari, foi óbvio ao fazer nesta terça-feira, durante entrevista coletiva em São Paulo, um balanço sobre a temporada 2010: "O ano não é positivo".

O brasileiro admitiu que enfrentou durante boa parte da temporada problemas com a temperatura dos pneus. "Meu maior problema foi com o aquecimento dos pneus na classificação. Em ritmo de corrida, até que eu ia melhor, mas sabemos como classificação é importante hoje em dia", disse Massa, reconhecendo que em algumas etapas acabou não contando com a sorte. "Além disso, enfrentei outros problemas. No Canadá, bati na primeira curva. Na China, não tive um resultado bom. Em Cingapura, o carro quebrou na classificação."

Parte da decepção do piloto natural de Butocatu (SP) passar por ver a história de 2007 se repetir, ano em que Kimi Raikkonen, então estreante na escuderia de Maranello, conquistou o 'caneco'. "Não é a primeira vez que um companheiro de equipe meu é campeão. Foi um ano difícil para mim. Se não estou na luta pelo título, é porque não consegui fazer aquilo que eu pretendia. Mas, sobre o companheiro, tudo bem. Não é nada do que eu já não tenha vivido", concluiu o brasileiro.

Emerson Fittipaldi acelera Lotus 72 pelas ruas de São Paulo


Divulgação

O bicampeão Mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi lança o 'Projeto Emerson Fittipaldi 40 anos – o Brasil há 40 anos no Alto do Pódio' em comemoração ao quadragésimo aniversário de sua primeira vitória na F-1, em no circuito de Watkins Glen, nos Estados Unidos. O projeto se estenderá até 2012, quando Emerson celebra os 40 anos de seu primeiro campeonato na F1, conquistado no fantástico autódromo de Monza, na Itália.

O 'Projeto Fittipaldi 40 anos' teve sua largada na manhã desta terça-feira, quando Emerson pilotou a Lotus 72, chassi nº5, construído em 1970 – o carro de sua primeira vitória e seu primeiro título – nas ruas da cidade de São Paulo. O circuito teve início no Shopping Cidade Jardim e encerrou no World Trade Center. Emerson também pilotará sua Lotus 72 no Autódromo de Interlagos em duas ocasiões. No sábado e no domingo, antes da largada do Grande Prêmio Brasil de F-1.

O campeão será alvo de duas homenagens: a Prefeitura de São Paulo batizará a reta de chegada do Autódromo de Interlagos de 'Reta Emerson Fittipaldi'. E a organização do GP também fará uma homenagem a Fittipaldi pelo 40º aniversário de sua primeira vitória antes da largada da corrida.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bruno Senna admite negociações com outras equipes

O piloto Bruno Senna admitiu nesta segunda-feira que negocia com outras equipes para disputar a temporada 2011 de Fórmula 1. Atualmente na pior equipe da categoria, a HRT, o brasileiro tem boas chances de fechar com a Lotus, que deve aposentar o experiente Jarno Trulli. Para isso, no entanto, deverá arrumar patrocinadores.

"Nós estamos conversando com outras equipes e estamos abrindo algumas portas que não estavam abertas antes", disse Bruno a agência de notícias 'Reuters', mostrando otimismo com o futuro. "Eu aprendi muito, ganhei experiência de muitas maneiras e tenho a chance de lutar por um lugar para o próximo ano", completou.

A Lotus pinta como a chance mais clara. Além de ter um cockpit praticamente vago - Trulli - , é, com certeza, a melhor entre as 'nanicas'. Para 2011 já fechou acordo para receber os motores da Renault e a consultoria técnica da Red Bull. Pode ser o passo mais seguro no momento para o sobrinho de Ayrton Senna.

Domenicali: Massa terá condições iguais a Alonso em 2011 (besteira!)

Marcelo Monegato

O diretor-esportivo da Ferrari, Stefano Domenicali, declarou ao jornal ‘Folha de S.Paulo’ desta segunda-feira que o piloto brasileiro Felipe Massa terá o mesmo tratamento que Fernando Alonso em 2011, mesmo que o espanhol venha a conquistar o título Mundial nesta temporada.

Besteira! Antes mesmo de Alonso acelerar pela primeira vez um carro da Ferrari, ele já era o preferido. O ‘Príncipe das Astúrias’ foi contratado a peso de ouro justamente para ser ‘o cara’ de Maranello, e não apenas mais um piloto para disputar com Massa – que voltava de um grave acidente no GP da Hungria – o campeonato contra McLaren, Red Bull e, naquela altura, Mercedes-Benz.

E caso conquiste o Mundial no GP do Brasil ou em Abu Dhabi – duas últimas etapas do Mundial 2010 - , Alonso será, mais do que nunca, o favorito, o predileto de Domenicali e, principalmente, de Luca di Montezemollo, presidente da Ferrari – escuderia que, tradicionalmente, escolhe um único piloto para ser o ‘campeão’, e não dois!

Massa está em uma situação complicada. Será, sim, segundo piloto da Ferrari até o fim de seu contrato ou até que Alonso deixe Maranello, o que não deve acontecer tão cedo. As demais equipes grandes – McLaren, Mercedes-Benz, Red Bull e até mesmo Renault e Willims – já têm seus pilotos definidos, ou praticamente definidos, para os próximos anos.

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